Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

duasmulheresemeia

E agora? O que faço?

sem nome.png

 (imagem retirada da internet)

 

Anos e anos a estudar… Noites sem dormir, horas e horas em volta de livros, cadernos, computador, centenas e centenas de quilómetros percorridos, milhares de euros gastos, tempo investido. E agora, depois de todo o esforço, o que acontece? Dias, semanas ou até anos de procura, mais dinheiro gasto, horas empreendidas num emprego que não nos diz nada, que não nos acrescenta, que nos faz sentir inferiorizados, mas que aguentamos porque nos dá sustento, horas de questionamentos interiores, com perguntas que ficam sem resposta “Valeu a pena tanto esforço?”, “Valeu a pena tanto dinheiro gasto pelos pais?”, “Vale a pena, tudo isto?”.

Depois de uma licenciatura, vejo-me licenciada, com um curso superior na universidade e com um amargo no gosto por nada do que idealizei se realizar. Vejo-me crescida, mental e academicamente mas pequenina profissionalmente. Vejo-me com tantos sonhos e ideias que já não parecem fazer tato sentido. Vejo-me sem muitas opções e as que existem não parecem agradáveis. Vejo-me a continuar a lutar e tentar cumprir o caminho que idealizei, a lutar para cumprir mais alguns objetivos, a lutar para abrir novos caminhos, desbravar novos horizontes.

Na realidade, vejo-me frustrada e com vontade de desistir, lutando todos os dias para não dar por terminada toda a jornada, para que todo o percurso não parece em vão.

Depois de tantos anos vejo-me a fazer questões que se resumem a “E agora?”, “O que faço?”.

 

<

 

Cudgi :)

Um mundo desigual, onde a igualdade deveria ser ordem

racismo.jpg

 

Encontro, em cada canto, em cada momento, em cada lugar, alguma desigualdade, por vezes, algo que já não faz sentido, outras vezes algo que até parece ridículo ainda existir, outras vezes algo que "não faz muita diferença" para grande parte das pessoas.

Vejo, no nosso país, uma desigualdade descomunal no que aos salários diz respeito, vejo as pessoas a receberem o salário mínimo (porque, felizmente, a lei não permite que menos recebam. Porque não seria admirável nem isso receberem se a tal não estivessem os patrões obrigados) e terem de trabalhar horas e horas a fio, muitas vezes sem receberem horas extra, porque a entidade patronal assim o exige e estas sujeitam-se porque "não posso ficar sem este emprego. Depois para onde vou?".

Vejo os jovens a sujeitarem-se às mais precárias condições de trabalho, porque "Preciso de começar a ganhar dinheiro, além disso, isto foi uma sorte, ninguém dá trabalho a quem não tem experiência", e caso pensem sequer em dizer que as condições não são nada adequadas ou compatíveis com o cargo, recebem uma grande resposta por parte de quem contrata "Isto é o que há. Está difícil para nós também, mas se não quer tenho muitos mais que querem. E se oferece-se menos também tinha quem quisesse" (infelizmente, têm razão).

Vejo as escolas com menos condições porque não têm crianças cujos pais têm uma grande condição financeira e como tal, parece que não precisam de ter as mesmas oportunidades que estes, parecem menos pessoas porque a conta bancária não atinge um número considerado aceitável para um serviço de qualidade.

Vejo as pessoas não terem os mesmos recursos, na saúde, na justiça, na educação, porque não têm dinheiro e "Um bom serviço, tem de ser pago". Um bom serviço deveria ser um direito de todos os cidadão, de todos os que contribuem para que o estado possa apresentar bons resultados, para que o estado consigo "governar" o nosso país.

Vejo as mulheres continuarem a ter menos direitos só porque "Isto já é assim há muito tempo, porque é que se vai estar agora a mudar?", porque os tempos mudam, porque as mulheres deveriam ter tanto poder como os homens, porque ninguém é mais ou menos do que ninguém.

Vejo a forma diferente como as pessoas de diferente género, de diferente orientação sexual são tratadas, só porque "Isto não é normal. Têm alguma doença. Precisam é de serem tratados". Quem precisa de ser tratado é o autor de tal comentário para com alguém que não se enquadra no que se diz "normal" na sociedade, a normalidade só assim é chamada porque a maioria das pessoas assim foi educada, porque não querem aceitar que não existe um "padrão normal"

Vejo a forma como as pessoas de diferente cor são mal tratadas, injuriadas, só porque "Esta gente não é daqui, veio para cá fazer o quê? Volta mais é para a tua terra". Nós também não nos concentramos apenas no nosso país, porque temos de tratar mal quem procurou melhores condições e veio ter ao nosso cantinho? Não somos o único povo no mundo, não somos a única cor, não somos os "normais", porque existe diferença, mas não deveria existir preconceito.

Vejo a desigualdade espalhada por todo o país, por todo mundo, vejo as crianças a crescerem com o estigma de que a desigualdade é uma constante e não vejo a educação destas crianças a ensinar o contrário. A desigualdade existe, mas não deveríamos ser nós a lutar para que acabasse? Afinal não deveríamos ser todos iguais? Não deveríamos procurar pela igualdade em vez de dar cada vez mais poder à desigualdade?

Mas a questão que muitas vezes colocamos, vale a pena lutar? Vale a pena ir contra algo que já tão enraizado está neste mundo?

Para mim, a resposta é apenas uma, que resume várias: Desistir é que não vale mesmo de nada! De nada serve e de nada nos adianta.

5-ESTR~1.JPG

 

 

Cudgi  <3

Continua! Nunca sabes quem estás a inspirar.

ddbc38c7ca4881fbe2ce061f022bebdc.jpg

 

Na vida existem sempre situações que nos fazem parar na estrada em que vamos e pensar em mudar de rumo, alterar a lei das coisas, desistir do que realmente queremos. Mas será isso correto? Nós somos constituídos pelos nossos sonhos, pelo que queremos. Sem isso, não somos nada.

Vamos sendo construidos ao longo de toda a viagem, pelo que aprendemos, pelo que queremos e fazemos de tudo para obter, pelo que não nos faz tão bem, mas que nos é muito útil para crescermos, por tudo o que nos ensina algo. Corremos atrás do que queremos, lutamos, movemos "mundos e fundos" para alcançar os nossos sonhos.

E durante a luta quando pensares em desistir. Mudar de rumo. Pensa no que queres... No que te faz feliz... no que já lutas-te até ali, e acredita em ti e nas tuas capacidades.

Continua na luta! Não é vergonha nenhuma ter medo e, por vezes, duvidar até de nós mesmos, vergonha é desisitir daquilo que com que tanto sonhamos, sem termos tentado depois de cair uma única vez.

Continua! Nunca saberás quem estás a inspirar.

Podes te achar um fracasso mas a tua persistência, a tua coragem para lutar, inspira quem te rodeia. Dá motivos aos outros para correrem atrás do que querem. Motiva toda a gente a tentar ser feliz. Dá motivo de orgulho pela pessoa que és, naquilo que te tornas-te. Motiva quem te observa a fazer o mesmo, a persistir no que quer, a lutar pelo que sonha, a continuar a ter sonhos e esperança de que estes podem realmente se concretizar.

Por isso jámais desistas dos teus sonhos. Eles fazem parte de ti. E tu não podes desistir de ti!

Continua na tua luta! Continua no teu caminho! E mostra a esta sociedade que o que vem com o nosso esforço sabe ainda melhor!

 

Cudgi & Nono <3

 

<p

Ser igual num mundo desigual

maxresdefault.jpg

O dia internacional da Mulher surge pela luta das mulheres pela igualdade entre sexos. Este dia celebra-se desde 1909 (Mas isto já lá vão uns bons anos. Para aí ou mais).

Em Portugal, no ano de 1977, a alteração ao Código Civil, baixando a maioridade de 21 para 18 anos, marca sobretudo a igualdade entre homens e mulheres. Não seria de se esperar, passados 40 anos, que a igualdade fosse maior?

Continua uma grande desigualdade de salários;

Continua o preconceito de "donas de casa";

Continua o preconceito de "mulheres ao volante, é um perigo";

Continua a dificuldade de mulheres alcançares altos cargos, progressão na carreira igualmente aos homens;

Continuam as mulheres a ser rejeitadas por já serem mães ou terem isso como um futuro objetivo;

Continua um país que não se espelha na igualdade, um país que desmerece as mulheres, quando, muitas das vezes, estas se desdobram em várias para conseguirem realizar todos os trabalhos necessários.

Não sou uma feminista, só porque sim, ou porque a moda assim o impôs, defendo apenas a ideia de que para existir igualdade o caminho ainda é muito longo, mas uma celebre frase diz, "O caminho faz-se caminhando". E é caminhando que todas as mulheres vão continuar a lutar pela igualdade, é caminhando que todos os homens com uma diferente mentalidade, com uma mentalidade igualitária acompanharão as mulheres nesta grande luta, é caminhando que vamos chegar ao final, com o objetivo cumprido.

Chegaremos ao final da luta quando podermos dizer a todas as mulheres que os direitos são iguais, que podem ser o que quiserem, sem se preocuparem se aquela profissão é ou não para uma mulheres, que não precisam de se preocupar se fizerem planos para serem mães, pois não serão despedidas, ou se já o forem, conseguirão emprego facilmente.

Chegaremos ao final da luta quando as crianças, do sexo masculino e feminino, forem educadas com base na igualdade, quando as brincadeiras deixarem de ser discriminatórias, quando os livros os prepararem para não inferiorizarem o sexo feminino.

Chegaremos ao final desta luta quando a pergunta "Uma mulher? Com os mesmos direitos que os homens?" deixar de ser ouvida, chegaremos ao final quando a desigualdade for um vislumbre no passado e a igualdade for a palavra de ordem.

Chegaremos ao final desta luta quando deixamos de ser usar este dia como desculpa para reuniões onde nos vangloriamos, falamos e apreciamos o sexo masculino.

Chegaremos ao final desta luta quando uma mulher deixar de ser julgada por ter estado com vários homens e um homem ser elogiado e encarado como "Macho" por ter estado com várias mulheres.

Chegaremos ao final desta luta quando os homens perceberem que dormem na mesma cama com seres de capacidades iguais, com quem podem partilhar o escritório, a empresa, o emprego.

Chegaremos ao final desta luta quando todos perceberem que juntos somos mais fortes, que homem e mulher não têm de ser iguais mas que se complementam de forma perfeita.

0b242dd5a6f3b60d9c07a5d96a2bc449_XL.jpg

 

Apesar de todas as desigualdades, somos abençoadas por sermos mulheres e nada nem ninguém nos deverá mudar esse pensamento. O dia internacional da mulher é só um, mas lutamos todos os dias pela causa, celebramos todos os dias o facto de sermos mulheres!

 

Cudgi & Nono <3

 

Post-it para a vida!

tumblr_megh0tY9lU1rt2za7o1_500.jpg

 

Ora nem mais! Uma frase que deve contar em post-it's (passo a publicidade) pois todos em varios momentos da vida, do ano, do mes, da semana e do dia temos momentos de fraqueza. Mas "vamos ficar de braços cruzados e esperar a vida passar?" aceitar tudo o que acontecer? NÃO!!!

Há que arregaçar as mangas e ir à LUTA! Ver a vida a passar e  poder dizer "eu vivi!" deve ser das melhores coisas da vida!

 

Nono <3